Miami, março de 2026.– A LIFETIME apresentou à imprensa latino-americana o novo fenômeno internacional turco “Kuma: A Outra Esposa”. Em um evento de imprensa virtual realizado na quinta-feira, 5 de março, os veículos de comunicação tiveram a oportunidade de conversar diretamente com os atores protagonistas da série, além das produtoras por trás desse sucesso internacional: Inci Gulen, showrunner e coprodutora da Stellar Yapim, e Rosalind Rotundo, vice-presidente da VIP 2000 TV.
“Kuma: A Outra Esposa” chega à tela da LIFETIME todos os domingos, a partir de 15 de março. Este drama de 100 episódios será exibido em um formato especial, com três capítulos consecutivos por semana, convidando o público a mergulhar em uma história intensa, atravessada pela paixão, pela intriga familiar e por uma tradição cultural que condiciona o destino de seus protagonistas.
Embora as tradições culturais turcas sejam diferentes das latino-americanas, as novelas turcas são exibidas no continente há mais de uma década e mantêm uma presença constante junto ao público. A respeito disso, Rosalind Rotundo comentou que isso acontece porque, muitos anos atrás, a Turquia comprava formatos de telenovelas mexicanas, e depois os turcos foram adaptando essa dramaturgia, dando um novo tom às suas novelas, que se tornaram um grande sucesso.
A vice-presidente da VIP 2000 TV acrescentou que, quando Kuma foi apresentada a eles, além de ser uma história melodramática muito forte, também confiaram em Inci, que já havia feito grandes sucessos na Turquia — e que ela acredita que essa combinação foi o que os levou a seguir em frente com o projeto. Ela destacou que essa é a primeira coprodução da VIP na Turquia e descreveu a experiência como maravilhosa, dado o sucesso internacional que a novela alcançou.
Inci Gulen, criadora e showrunner de “Kuma”, comentou que as séries turcas são muito populares na América Latina porque a essência é a mesma — as pessoas têm os mesmos sentimentos. Ela observou que todo mundo ama, sente inveja, se apaixona, pois são sentimentos universais que mães, avós e adolescentes compartilham, e é por isso que essas histórias têm tão boa repercussão na América Latina.
No centro de “Kuma: A Outra Esposa” está a figura da “kuma”, uma prática enraizada em certos contextos tradicionais da Turquia, na qual uma mulher é incorporada como segunda esposa, sem direitos nem voz própria. A série expõe o custo emocional e social dessa condição, e como esse papel impacta não apenas quem o vive, mas toda a estrutura familiar.
Inci Gulen explicou que o tema da kuma é interessante e é algo muito antigo que, na verdade, ainda existe. Segundo ela, o conceito de kuma é interessante, mas na essência dessa história em particular há algo além do tema da kuma: a parte do homem que se apaixona por essa moça e quer salvá-la, e que, para conseguir isso, precisa levá-la como segunda esposa. Ela descreveu a história de fundo como uma história de amor muito inocente, observando que, infelizmente, isso acontece em diferentes lugares do mundo, não só na Turquia — ter amantes, ter uma segunda mulher. Neste caso, disse ela, quiseram colocar o foco nessa história da segunda esposa, mas a partir da inocência do amor e do cuidado com o outro.
Com as atuações de Emre Özmen e Aybüke Yilmaz, a história segue Ceylan Kervancioğlu, uma jovem cuja vida muda abruptamente quando seu pai tenta entregá-la como “kuma” para saldar uma dívida. Em sua fuga para evitar esse destino, Ceylan conhece Karan Celikhan, um empresário pressionado pela família a se casar, que lhe oferece proteção e a possibilidade de uma vida diferente, marcada pelo afeto e pela esperança.
Mas os conflitos familiares acabam se impondo. Em meio a uma situação confusa e marcada por enganos, Ceylan se vê envolvida em um assassinato que muda seu destino e rompe o vínculo que havia começado a construir.
Preso às normas familiares e ao peso da tradição, Karan toma uma decisão que condena Ceylan a se tornar sua “kuma”. A partir desse momento, ela enfrenta humilhações, tensões constantes e uma luta diária para sobreviver emocionalmente. Presa em uma casa onde não é bem-vinda e sem possibilidade de voltar para sua casa, sua única esperança será encontrar a verdade e recuperar sua dignidade.
Sobre sua personagem, Ceylan, Aybüke Yilmaz contou que, para se preparar para o papel, buscou entrar no mundo interior e nos sentimentos de Ceylan.
Ela descreveu Ceylan como uma personagem difícil, por ter muitos problemas familiares e viver golpes emocionais em relação ao homem que ama. Yilmaz disse que sua abordagem é tentar se colocar na vida de Ceylan, em seus sonhos, em seu interior, imaginando todo o universo de sentimentos da personagem — perguntando-se o que Ceylan faria em determinada situação, o que pensaria, como se sentiria, até como comeria e como dormiria. Ela contou que imagina todas essas ações da vida de Ceylan e deixa a imaginação fluir, o que a ajuda a representar o papel.
Sobre o que significa ser uma kuma, como mulher, Yilmaz disse que, infelizmente, é algo que existe, vindo do passado. Ela explicou que, na verdade, é um movimento que começou para cuidar das mulheres, para protegê-las, mas que, com o tempo, começou a mudar e tomar outra forma. Para ela, pessoalmente, é algo que não é positivo, embora reconheça que há culturas e pessoas que aceitam isso e convivem com essa realidade. O importante para ela, disse, é que contam essa história de uma maneira diferente — não como algo que uma mulher simplesmente aceita. Em vez disso, o foco está no desejo do homem de tentar cuidar dessa mulher: no fundo, “Kuma” é uma história de amor, não sobre uma mulher que aceita ser uma segunda esposa, mas sobre uma mulher que aceita que Karan queira cuidar de Ceylan e protegê-la com amor.
Durante o encontro com a imprensa latino-americana, a atriz Hilal Tüfek, responsável por dar vida a Sema — a mulher que constantemente enfrenta Ceylan para conseguir o esquivo amor de Karan — também falou sobre sua personagem.
Tüfek disse que Sema não é uma mulher que faz sempre coisas corretas, mas que construiu um passado para ela — que tipo de família tinha, como vivia, por que faz coisas que a tornam difícil de amar, qual é seu problema, qual é seu trauma. Ela disse que se concentrou nessas questões e que isso resultou em algo muito interessante. Observou que a televisão nem sempre conta coisas boas, e que não acreditam que o conceito de kuma seja algo positivo — mas acham positivo mostrar até onde o amor pode levar uma pessoa, e até onde alguém pode chegar por amor. Ela disse que, graças a Sema, também é possível ver esse lado: até onde alguém vai por amor.
Sobre esse triângulo amoroso, o ator Emre Özmen, que interpreta Karan, falou sobre seu papel e o que é viver com duas esposas.
Özmen disse que pode ser difícil conviver com as duas, mas que a parte mais fácil é que há uma que ele realmente ama. Ele observou que isso não é tão incomum — há pessoas que vivem com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, ou que ficam no modo flerte com várias pessoas — e que, neste caso, a questão é que se trata de algo feito por amor, e o sacrifício que se faz por amor. Ele contou que, no início da história, não julgou muito o personagem; aceitou tudo o que Karan estava vivendo, todos os seus sentimentos reais. Em vez de se aprofundar muito no que se passava internamente com ele, Özmen disse que o que levou mais a sério e no que mais se concentrou foi até onde Karan pode chegar por amor, o quanto ele realmente ama essa mulher — e foi isso que tentou imaginar: tudo o que uma pessoa pode se tornar por amor.
Sobre a evolução das séries turcas para continuar conquistando o público na América Latina, Rosalind Rotundo falou sobre a importância das locações nas histórias.
Ela disse que a evolução tem sido constante. Como se vê na América Latina, as telenovelas turcas deslocaram na grade — principalmente na TV aberta — as novelas de outros países que costumavam dominar a região, como as colombianas ou mexicanas. Ela explicou que essa mudança aconteceu porque, ao assistir a uma novela turca, o espectador vê paisagens diferentes, uma beleza diferente, algo exótico que não existia nas telenovelas latino-americanas — e ela acredita que isso elevou o nível de exigência do público latino-americano, razão pela qual as telenovelas turcas têm conquistado cada vez mais o mercado latino-americano.
Filmada em impressionantes locações da Capadócia e de Istambul, “Kuma: A Outra Esposa” é uma coprodução da GoQuest Media, da Stellar Yapim e da VIP 2000 TV. Desde sua estreia em 2025, a série se posicionou entre as produções mais assistidas da Turquia e despertou interesse em diferentes mercados internacionais na Ásia, na Europa e na América Latina, consolidando-se como um dos títulos mais comentados do drama turco recente.
Com essa nova incorporação, a LIFETIME reforça sua aposta em histórias protagonizadas por mulheres resilientes, atravessadas por conflitos emocionais profundos e realidades culturais complexas, convidando o público a refletir sobre o peso das tradições e a busca por justiça pessoal.
SOBRE O ELENCO
Aybüke Yilmaz (Ceylan)
Aybüke Yilmaz nasceu em 30 de setembro de 1993, na Turquia. É atriz, conhecida por Fedakar (2023), Kuma: A Outra Esposa (2025) e Sahipsizler (2024).
Emre Özmen (Karan)
Emre Özmen nasceu em 22 de abril de 1990, em Istambul, Turquia. É ator, conhecido por Kumpas, Şeytan-ı İnsan (2019), Bir Zamanlar Kıbrıs (2021) e Kuma: A Outra Esposa (2025).
Hilal Tüfek (Sema Celikhan)
Hilal Tüfek nasceu em 5 de setembro de 2002, na Turquia. É atriz, conhecida por Hicran (2022), Toprak ile Fidan (2022) e Kuma: A Outra Esposa (2025).