A HISTORY estreia na próxima segunda-feira, 25 de maio, globalmente e em simultâneo, “SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS” (“World War II with Tom Hanks”), uma série documental de 20 episódios que será exibida em 200 territórios e 40 idiomas, dando início a um evento televisivo sem precedentes que reexamina o conflito mais devastador do século XX a partir de um olhar contemporâneo, humano e notavelmente profundo.
Resultado de mais de dez anos de trabalho, a série apresenta uma reconstrução monumental a partir de material de arquivo real, grande parte dele nunca antes exibido publicamente, com imagens restauradas, registros inéditos e áudios históricos recuperados que permitem reviver a guerra com um nível de proximidade e potência raramente alcançado na tela. Sem recriações ficcionais, a produção conecta cenas filmadas em pleno conflito com depoimentos de especialistas, construindo um relato que busca dimensionar o verdadeiro alcance humano, político e militar da Segunda Guerra Mundial.
A figura de Tom Hanks percorre toda a série como fio condutor em seu papel de apresentador e narrador, e também como produtor. Seu vínculo com esse período se sustenta em uma trajetória profundamente ligada à sua representação audiovisual, através de produções emblemáticas como Saving Private Ryan (1998), Band of Brothers (2001), The Pacific (2010), Greyhound (2020) e Masters of the Air (2024).
Hanks explica que há uma enorme quantidade de material que nunca foi visto antes — não apenas novas cenas, mas literalmente novo material em película, novas imagens, além de estarem muito mais integradas ao contexto de sua época. Ele afirma que essa é uma forma de narrar visualmente que já não se limita a contar, mas agora mostra o que aconteceu, e considera essa mudança enorme.
“SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS” abrange o conflito global em toda a sua magnitude, desde a ascensão do nazismo e o expansionismo japonês até a queda das potências do Eixo e o surgimento da nova ordem mundial posterior a 1945, percorrendo alguns dos episódios mais decisivos da guerra: a invasão da Polônia, a queda da França, a evacuação de Dunquerque, o Blitz sobre a Grã-Bretanha, a Operação Barbarossa, Pearl Harbor, a campanha de Guadalcanal, Stalingrado, o Dia D com a invasão da Normandia, a ofensiva final sobre Berlim e o desfecho nuclear em Hiroshima e Nagasaki. A série retrata a violência dos combates travados em terra, mar e ar — do Atlântico e Mediterrâneo até o Leste Europeu e as selvas do Pacífico —, ao mesmo tempo em que se aprofunda em aspectos menos explorados, como as tensões dentro dos comandos aliados, o papel da propaganda, as operações de inteligência e espionagem, a resistência clandestina, a guerra submarina e o enorme poder industrial e tecnológico que acabou inclinando a balança do conflito e redefinindo o século XX.
A produção explora o custo humano da guerra total, incluindo o Holocausto, a resistência civil e os bombardeios sobre cidades, além do impacto psicológico e cotidiano que transformou para sempre a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
Ao longo desse percurso, a série combina as decisões estratégicas de figuras centrais do período — entre elas Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt, Joseph Stalin, Adolf Hitler, Dwight D. Eisenhower, Erwin Rommel e Hideki Tojo — com as experiências de soldados e civis em diferentes continentes, construindo um relato que articula a escala geopolítica do conflito com sua dimensão profundamente humana.
Entre os colaboradores históricos da série estão Tessa Dunlop, Saul David, James Bulgin, Antony Beevor, Dan Snow, Guy Walters e Simon Sebag Montefiore, entre outros especialistas internacionais. Ao longo dos episódios, também participam figuras-chave que trazem contexto militar, político e historiográfico, como o historiador vencedor do Prêmio Pulitzer Jon Meacham, Robert Citino, Phillips O’Brien, Geoffrey Wawro, Rebecca Grant, Alexandra Richie, Doug Douds, Albert J. Baime, Dan Carlin, Wesley Clark, Jonathan Parshall, Michael Neiberg, Waitman Beorn e Jadwiga Biskupska, entre outros especialistas que permitem reconstruir com profundidade as decisões estratégicas, o desenvolvimento das campanhas e o impacto humano do conflito em todas as frentes.
Produzida executivamente por Tom Hanks e Gary Goetzman, junto com a Nutopia e o A+E Factual Studios Group, a série mergulha no momento em que o mundo entra em uma guerra total sem ainda conhecer seu desfecho. Hanks reflete que, quando era criança, cada um dos adultos que cuidavam dele tinha uma visão sobre a guerra parecida com a forma como alguém fala de uma grande praga ou uma grande inundação — suas vidas divididas em três partes: antes da guerra, depois da guerra e durante a guerra. Ele acrescenta que essa geração viveu anos de incerteza absoluta, em que o tempo parecia suspenso e o futuro era impossível de prever.
Nas palavras do próprio Hanks, o objetivo de revisitar esse período não é repetir o que já se conhece, mas compreendê-lo a partir de novas perspectivas. Ele afirma que o principal motivo para analisar isso novamente é o exemplo deixado pelas pessoas que viveram aquele momento, explicando que a única forma de saber quem somos está em nosso comportamento, e é aí que reside a importância do exemplo da Segunda Guerra Mundial para seu estudo. Ele acrescenta que o mundo é um lugar melhor quando todos os seus cidadãos são considerados portadores de certos direitos inalienáveis — a ideia que guiou metade do mundo a enfrentar aqueles que buscavam impor a dominação e a perda de liberdades básicas.
A Segunda Guerra Mundial foi o conflito mais amplo e letal da história da humanidade: mais de 50 nações participaram de uma guerra travada em terra, mar e ar, que abrangeu praticamente todos os continentes. Suas origens remontam à crise econômica da Grande Depressão e às tensões políticas não resolvidas após o fim da Primeira Guerra Mundial com o Tratado de Versalhes, que acabaram desestabilizando a ordem internacional.
O conflito estoura em 1º de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista e se expande rapidamente até se tornar uma guerra global que se estende por seis anos. O desfecho chega em 2 de setembro de 1945, com a rendição do Japão após os bombardeios atômicos sobre Hiroshima e Nagasaki, marcando o encerramento definitivo do conflito.
Nesse período, o mundo testemunha uma destruição sem precedentes: estima-se que entre 60 e 80 milhões de pessoas morreram, incluindo até 55 milhões de civis, enquanto cidades inteiras da Europa e da Ásia ficaram reduzidas a escombros. Entre as vítimas estão 6 milhões de judeus assassinados em campos de concentração nazistas durante o Holocausto, o brutal genocídio conduzido pelo regime de Adolf Hitler.
O fim da guerra não apenas redefine as fronteiras políticas, mas abre uma nova etapa na história contemporânea: a criação das Nações Unidas como organismo de paz internacional e o início de uma nova ordem global marcada por rivalidades geopolíticas que dariam origem à Guerra Fria.
Da expansão nazista à primeira virada da guerra: o mundo entra no conflito que redefine o século XX
A HISTORY exibirá esse evento televisivo de 20 episódios em duas partes: um primeiro lote de oito capítulos, de segunda-feira, 25 de maio, até o início da Copa do Mundo de Futebol, e um segundo bloco que começará assim que o torneio terminar.
Na primeira parte, “SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS” reconstrói a eclosão e a expansão inicial do conflito como um ponto de ruptura que redefine o equilíbrio do planeta, e mostra como uma sucessão de decisões políticas e militares pontuais acaba transformando completamente a ordem global e a vida de milhões de pessoas.
O relato parte da ascensão de Adolf Hitler e da consolidação do regime nazista, em um contexto marcado pelo profundo mal-estar na Alemanha do pós-guerra após a Primeira Guerra Mundial e o Tratado de Versalhes, que deixou o país em uma situação de crise e humilhação. Ex-combatente do conflito, Hitler canaliza esse clima de descontentamento em seu projeto político, apoiado ainda em sua forte capacidade de oratória e comunicação, já desenvolvida durante sua passagem pela prisão após a tentativa fracassada de golpe de Estado em Munique, onde também escreveu Mein Kampf, texto-chave de seu ideário. Nesse percurso, o antissemitismo se transforma progressivamente em política de Estado.
Desde as Leis de Nuremberg e a perda de direitos da população judaica até episódios como a Noite dos Cristais Quebrados e a criação de guetos na Polônia após a invasão de 1939, a série reconstrói o avanço de um sistema de perseguição, violência e controle que se expande no mesmo ritmo da guerra.
Paralelamente ao desenvolvimento do conflito no plano europeu, a produção também aborda como a crise política da década de 1940 redefine a liderança no Reino Unido: em um contexto de tensão crescente com a Alemanha, o primeiro-ministro Neville Chamberlain — associado a uma postura mais moderada em relação a Hitler — acaba sendo substituído após sua renúncia, dando lugar a Winston Churchill, cuja chegada ao poder marca uma guinada rumo a uma condução mais firme e decidida na resistência aliada.
A partir da invasão da União Soviética, a série mostra uma ruptura decisiva: a guerra deixa de ser apenas militar e se transforma em uma guerra ideológica e de extermínio. No Leste, o avanço alemão viabiliza uma violência sem precedentes, com fuzilamentos em massa executados por unidades móveis que operam atrás da linha de frente. Esse processo se integra a uma lógica cada vez mais sistemática que desemboca na chamada “Solução Final”, em que a morte se industrializa em campos projetados especificamente para o assassinato em massa.
Enquanto isso, o conflito adquire uma dimensão verdadeiramente global. Na Ásia, o Japão realiza uma expansão fulminante sobre a China e o sudeste asiático, até que o ataque a Pearl Harbor arrasta os Estados Unidos para a guerra. Esse golpe redefine o equilíbrio mundial e abre duas frentes decisivas: o Pacífico, com batalhas de desgaste extremo em ilhas como Guadalcanal, e o Atlântico, onde a disputa pelo controle naval se torna vital para a sobrevivência dos Aliados.
Na Europa e no Norte da África, a narrativa se expande para um novo cenário estratégico. A campanha da Operação Tocha marca a primeira grande intervenção terrestre americana contra o Eixo, sob o comando ainda não testado de Dwight D. Eisenhower. O que parece um desembarque complexo, mas controlado, rapidamente se transforma em uma prova de fogo: combates com forças francesas de Vichy, negociações políticas inesperadas e, por fim, confrontos diretos com tropas alemãs e italianas. Paralelamente, a guerra no deserto atinge seu ponto de virada com a ofensiva e contraofensiva entre Montgomery e Rommel, que prepara o terreno para a contraofensiva aliada e o recuo progressivo do Eixo no Norte da África, até sua derrota definitiva na campanha da Tunísia.
Nesta primeira parte, o resultado é um retrato amplo e sustentado de como, entre 1939 e 1943, o mundo passa de uma guerra europeia para um conflito global total. Um processo em que a estratégia militar, a política internacional e a violência industrializada se entrelaçam até redefinir o século XX, enquanto os Aliados começam lentamente a reverter o avanço do Eixo e a construir o caminho rumo à sua derrota.
De Stalingrado e Normandia ao colapso do Terceiro Reich e o início da era nuclear
No segundo lote de episódios, “SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS” mergulha no período mais decisivo e devastador do conflito, quando a guerra entra em uma fase de desgaste total e os Aliados começam lentamente a inclinar a balança a seu favor. A série reconstrói a guerra secreta travada nas sombras através da espionagem, da criptografia e das operações de inteligência ligadas ao código Enigma, ao mesmo tempo em que retrata alguns dos confrontos mais brutais e determinantes de toda a contenda, como Stalingrado, a campanha da Itália, a batalha aérea sobre a Europa e o desembarque na Normandia. À medida que o conflito se expande, a narrativa também se aprofunda na resistência clandestina nos territórios ocupados, nas tensões internas entre os Aliados e no enorme desgaste humano que atravessa tanto soldados quanto civis em todas as frentes.
Paralelamente, a série acompanha o colapso progressivo das potências do Eixo e o trecho final da guerra na Europa e no Pacífico. Do avanço aliado rumo a Berlim e os últimos dias do Terceiro Reich até a violência extrema da campanha contra o Japão, os episódios mostram como o conflito alcança níveis inéditos de destruição e desespero. O desenvolvimento da bomba atômica e os ataques sobre Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945 surgem como o ponto culminante de uma guerra que transforma para sempre a história contemporânea e abre uma nova etapa marcada pelo equilíbrio nuclear e o início da Guerra Fria. Além das operações militares, a produção volta a focar nas consequências humanas, políticas e morais de um conflito cujo impacto continua definindo o mundo atual.
“SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS” é produzida para a HISTORY pela Nutopia e pelo A+E Factual Studios Group, em parceria com a Motion Entertainment, uma empresa do grupo WPP Media, com Tom Hanks e Gary Goetzman como produtores executivos, ao lado de Jon Meacham, Ben Goold, Jane Root e Steve Condie, entre outros. Realizada em colaboração com o The National WWII Museum de Nova Orleans.
SINOPSE “SEGUNDA GUERRA MUNDIAL COM TOM HANKS”
O COMEÇO (#01)
SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAIO
Em setembro de 1939, a invasão alemã da Polônia rompe o frágil equilíbrio que sustentava a Europa e desencadeia o conflito bélico mais devastador de todo o século XX. Quando as potências ocidentais respondem, o mundo entra em uma guerra total de alcance global.
BLITZ (#02)
SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAIO
Após esmagar os Países Baixos e a Bélgica, a Alemanha nazista avança com força rumo ao coração da França. Enquanto o exército britânico resiste como pode, Churchill precisa defender o céu do Reino Unido dos bombardeios, e Roosevelt acelera a mobilização industrial e militar dos Estados Unidos.
BARBAROSSA (#03)
SEGUNDA-FEIRA, 1º DE JUNHO
A Operação Barbarossa, lançada em 1941, constitui a maior invasão surpresa da história. Milhões de soldados alemães avançam sobre a União Soviética em uma ofensiva colossal que logo se torna a campanha terrestre mais custosa e brutal já registrada.
PEARL HARBOR (#04)
SEGUNDA-FEIRA, 1º DE JUNHO
O Japão intensifica sua guerra na China, provocando sanções econômicas cada vez mais duras por parte dos Estados Unidos. Sufocado pela falta de recursos, decide atacar Pearl Harbor, um golpe audacioso que transforma completamente o rumo e a escala da Segunda Guerra Mundial.
A GUERRA NO MAR (#06)
SEGUNDA-FEIRA, 8 DE JUNHO
Os Estados Unidos travam uma batalha decisiva pelo controle dos oceanos, enfrentando os temíveis submarinos U-boats alemães no Atlântico e a poderosa Marinha japonesa no Pacífico. A luta pelas rotas marítimas se mostra fundamental para finalmente inclinar a balança do conflito global.
GUADALCANAL (#07)
SEGUNDA-FEIRA, 8 DE JUNHO
Após o devastador ataque a Pearl Harbor, as forças japonesas avançam rapidamente pelo Sudeste Asiático. Na ilha de Guadalcanal, os fuzileiros navais americanos recebem a missão de conter essa expansão implacável em uma campanha exaustiva, sangrenta e decisiva para o domínio do Pacífico.
A ESCURIDÃO CAI (#05)
SEGUNDA-FEIRA, 15 DE JUNHO
À medida que o domínio de Hitler se estende por toda a Europa, sua ideologia antissemita se traduz em perseguições sistemáticas. O que começa como discriminação e violência legalizada culmina no genocídio industrializado que marcará para sempre a história humana.
OPERAÇÃO TOCHA (#08)
SEGUNDA-FEIRA, 15 DE JUNHO
Na Operação Tocha, a primeira grande ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Grã-Bretanha, milhares de soldados americanos inexperientes, sob o comando ainda não comprovado de Eisenhower, enfrentam os experientes Afrika Korps e o lendário marechal Erwin Rommel no Norte da África.